
O Centro de Reintrodução de Animais Selvagens (Cereias) recebeu mais de 57 mil animais desde 1993, quando foi criado, sendo 91% aves, 5% mamíferos e 4% répteis. Deste total, os passeriformes (coleiros, canários-da-terra, trinca-ferros e sabiás entre outros) chegam em maior número, correspondendo a 75,1%; seguidos pelos quelônios (jabotis, tigres-d´água e cágados) com 8,43% e os psitacídeos (papagaios, periquitos e jandaias) com 6,93% das entradas. Todas as outras ordens, incluindo macacos, sagüis, jacarés, cachorros-do-mato e gatos-do-mato entre outros, contribuem com porcentagens inferiores a 1%.
As solturas correspondem a 79% dos animais que passaram pelo Cereias, e as transferências e óbitos, a 2% e a 17%, respectivamente. Ao final de 2004, permaneciam no Cereias 1.146 animais em tratamento.
Com a finalidade de reintroduzir em seu habitat os animais apreendidos pelo Ibama e Polícia Ambiental ou doados por particulares, o Centro tem importante papel na conservação da biodiversidade, no combate ao tráfico ilegal da fauna brasileira e na conscientização ambiental. Até então, as pessoas autuadas por manterem animais em cativeiro recebiam autorização legal de continuar com eles, como fiéis depositários, pela inexistência de um local apropriado para recebê-los. A Lei nº 9.605/98 de Crimes Ambientais e o Decreto nº 3.179/99 não permitem mais tal situação, e os animais são levados para o Cereias.